Entidades como a CUT devem entrar com ações na justiça e acionar o Ministério Público para tentar a terceirização

 
 
Enquanto entidades sindicais e Conselhos de Saúde emitem notas de repúdio, aliados do prefeito de Vilhena, Delegado Flori (Podemos), avaliam que ele agiu certo ao entregar o controle da rede municipal de Saúde a uma entidade filantrópica de São Paulo (ENTENDA AQUI).
 
Chama a atenção, no entanto, o silêncio dos vereadores, que não se manifestam para apoiar ou para criticar a iniciativa. Já no comando do segmento mais problemático da cidade, a Santa Casa de Chavantes vem anunciando medidas rígidas alegando que as ações visam economizar recursos e melhorar o atendimento.
 
O FOLHA DO SUL ON LINE ouviu dois vereadores sobre a terceirização da Saúde, embora o tema não tenha passado pela Câmara. O prefeito só precisará dos parlamentares quando for necessário remanejar recursos para pagar os mais de R$ 9 milhões mensais à entidade contratada.
 
Samir Ali (Podemos), presidente da Câmara, disse que ainda não firmou posição em relação à medida adotada pelo prefeito vilhenense. Ele disse que irá conversar com servidores e analisar as primeiras ações da Santa Casa antes de se manifestar.
 
“Também vou conversar com a instituição, porque quero ter certeza de que as coisas vão melhorar para os usuários da rede pública”, complementou Samir.
 
Dhonatan Pagani escreveu para o site um argumento que demonstra seu apoio à iniciativa de Flori: “acredito que o prefeito está com a intenção de resolver o problema crônico da saúde de Vilhena. Entrou gestão e passou gestão e pouco foi feito em termos de saúde. O sistema está falido: desabastecimento, descontrole, falta de informatização e carência em atendimentos de saúde. O prefeito adotou uma medida que acredito ser uma opção viável, afinal do jeito que está todos nós sabemos que não dá mais para ficar”.
 
Politicamente, portanto, o prefeito parece estar amparado, por enquanto, para tocar adiante o projeto, que terá duração de seis meses, já que após este prazo uma nova empresa será escolhida em licitação para gerenciar o sistema local de Saúde.
 
No front jurídico, no entanto, uma guerra se prenuncia: entidades como a CUT devem entrar com ações na justiça e acionar o Ministério Público para tentar barrar a terceirização.