Pelo estado do corpo, a idosa pode ter sido morta há quase uma semana
 
O idoso J.T., de 72 anos, detido por volta das 11h00 da manhã deste sábado, 30, sob suspeita de ter matado por espancamento a esposa Francisca Adelina da Silva Pereira, de 67 anos, no distrito do Guaporé, diz não se lembrar do ocorrido e nega que o cadáver encontrado já em estado de decomposição na cozinha da casa onde mora, seja de sua mulher.
 
De acordo com informações obtidas pelo FOLHA DO SUL ON LINE, o idoso teria se dirigido até a casa de um vizinho e afirmado que tinha uma pessoa passando mal em sua residência.
 
Diante da informação, o vizinho ligou em um posto de saúde e acionou uma ambulância que compareceu ao local. Quando o motorista se deparou com o cadáver, ele retornou para a unidade de saúde e acionou a Polícia Militar.
 
Já para os militares, aparentando calma e desorientação, o suspeito afirmou não se lembrar do ocorrido e nem porque tinha hematomas na região dos olhos, cabeça e orelhas, como se tivesse entrado em luta corporal com alguém. O idoso afirmou ainda, que o cadáver encontrado não é de sua esposa, pois ela havia saído para pedir ajuda e que a vítima encontrada teria falecido nesta manhã.
 
Porém, ele não soube explicar porque seu quarto estava revirado e havia manchas de sangue no colchão, uma vez que nega que a mulher tenha chegado a entrar no referido cômodo.
 
De acordo com o estado em que o corpo de Francisca foi encontrado, tudo indica que ela tenha sido morta há quase uma semana.
 
Diante dos fatos, o idoso foi apresentado na unidade Integrado de Segurança Pública-UNISP de Vilhena para o registro do caso.
 
A reportagem do site levantou ainda que familiares se dirigiram até a Funerária São Matheus, que realizou a remoção do cadáver, e reconheceram o corpo de Francisca como sendo sim a esposa de J.T., afirmando ainda que a idosa fazia tratamento de Alzheimer.