Troca em comissão levou à rejeição de mudança no Regimento Interno
Parece não ter fim a disposição dos vereadores Dhonatan Pagani e Samir Ali, este último presidente da Câmara Municipal de Vilhena, para manter uma queda de braço que vêm sendo travada pela dupla há mais de um mês.
O último “round” deste embate parlamentar, que rende intenso desgaste aos dois jovens políticos, ambos do mesmo partido, o Podemos, foi noticiado ontem, quando a justiça foi chamada para intervir, fazendo o papel da turma do “deixa disso” (ENTENDA AQUI).
Horas após o “arranca-penas legislativo” de ontem, Pagani foi à justiça para tentar anular um ato de Samir que sepultou a pretensão dele, que tentava mudar o Regimento Interno, o que, em tese, facilitaria a deposição do presidente: Samir substituiu o adversário (Pagani) por um aliado (Ronildo Macedo, também do Podemos), na Comissão de Constituição, Justiça e Redação.
A consequência desta troca foi um relatório de Macedo na CCJR, que rejeitou a proposta de mudança do Regimento, o que está sendo contestado por Pagani, que pede à justiça a anulação do ato e da manobra regimental do oponente.
Pagani alega, no mandado de segurança impetrado, com pedido de liminar, que antes de ser vítima da canetada de Samir, ele sequer foi ouvido, e solicita também que o relatório produzido por Macedo, que lhe impôs uma derrota na briga com o colega, seja tornado sem efeito pelo judiciário.
Samir ainda não se manifestou e a justiça também não deu nenhuma decisão sobre os pedidos. O trunfo do presidente é o fato de que todos os vereadores, inclusive o próprio Pagani, assinaram a ata da sessão de ontem que, portanto, teria sido considerada legal.
CLIQUE AQUI e leia na íntegra o mandado de segurança impetrado por Pagani.
Autor:
Da redação
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 15 de Dezembro de 2023, às 11:37