Rafael teve mandato cassado por fazer críticas e apresentar denúncias
 
Em entrevista ao FOLHA DO SUL ON LINE na manhã desta terça-feira, 28, o ex-vereador na cidade de Ariquemes, “Rafael Fera” (Podemos) revelou estar travando duas batalhas na justiça: uma na primeira instância de seu município e a outra no STF.
 
Vereador eleito em 2016 e reeleito em 2020, quando obteve 1.972 votos, um recorde naquele pleito em Ariquemes, Fera acabou tendo seu mandato cassado em julho deste ano. O placar foi elástico: 10 votos pela punição máxima (a perda do cargo), 02, inclusive o dele mesmo, contra a cassação e uma abstenção.
 
O ex-parlamentar explica que a motivação para sua cassação foram denúncias e críticas contra a prefeita Carla Redano (União Brasil). Além apontar suspeitas de pagamentos indevidos de medições de obras da prefeitura, Rafael também levantou a suspeita de ilegalidades na saúde municipal de Ariquemes.
 
Já a luta no STF, de acordo com o jovem político de Ariquemes, pode leva-lo a tomar o lugar do deputado federal José Lebrão (União Brasil), que acabou “entrando” no ano passado, mesmo sendo um dos menos votados na disputa por uma das oito cadeiras a que Rondônia tem direito na Câmara.
 
Aliás, por muito pouco o ex-edil deixou de chegar ao Congresso em 2022, quando fez mais de 25 mil votos, um desempenho quase 100% melhor que o de Lebrão, com quem mede forças atualmente na última instância da justiça brasileira.
 
Fera explica que, além de confiar na anulação de sua cassação, também avalia que sairá vitorioso no STF. E já avisa: “esse processo cheio de vícios que me cassou em Ariquemes não impedirá a minha posse caso o Supremo entenda, como alegaram três partidos (PSB, Podemos e Rede), ao questionar a distribuição das sobras e o quociente eleitoral aplicados no ano passado”, finalizou.