Vivian Repesssold disse ter sido vítima de “violência política”
 
Nem a proximidade dos festejos de final de ano, quando os votos são por harmonia e paz, arrefeceu o clima azedo na Câmara Municipal de Vilhena, onde dois grupos estão em guerra declarada pelo controle do Parlamento.
 
Hoje, a Casa viveu mais um desses acalorados episódios. Tudo começou quando o vereador Dhonatan Paani (Podemos) tentou se inscrever para usar a palavra, e foi impedido pela 1ª Secretária da Mesa Diretora, vereadora Vivian Repessold (PP), que argumentou que ele havia perdido o prazo para se inscrever já que o primeiro orador inscrito já havia sido chamado.
 
Com a recusa, a sessão acabou virando um tumulto com Pagani alegando está sendo cerceado em seu direito de falar, e afirmando que o que estava acontecendo era, nas palavras dele: “coisa de comunista, coisa de PTista”, disse, ao se dirigir a vereadora. Vivan Repessoldo reagiu dizendo ter orgulho em ser Petista, embora milite hoje no PP, e disparou: “e você que não é nem de esquerda, nem de direita, você não é nada” (ENTENDA AQUI)
 
As intervenções ocorreram, as labaredas baixaram, e a sessão prosseguiu.
 
Mas, a vereadora retomou o tema no seu tempo de fala. Vivian Repessold afirmou que o episódio ocorrido mais cedo foi um ato de violência política do qual ela teria sido vítima. “O que sofri dentro dessa Casa hoje foi uma violência política. Tentaram me impedir de fazer as minhas funções aqui dentro desta Casa”, declarou.
 
Conforme Repessold, o Regimento é bem claro ao declarar que é função da 1ª Secretária inscrever todos os parlamentares que quiserem falar. “E isso aqui não é nada inventado hoje, isso está no Regimento. E o que acontece é, vejam as sessões passadas, e percebam qual é a atitude que vem sendo tomada aqui com o último inscrito no livro, e tirem a suas conclusões. E hoje mais uma vez. É mão passando por cima de mim, é pegado o livro a força, como vocês viram aqui. E isso eu não vou admitir. Eu não vou admitir que, como mulher, como parlamentar, eu seja desrespeitada nesta Casa. Isso não vai ficar assim. A violência política que eu sofri aqui hoje não vai ficar assim”, declarou.
 
Vale ressaltar que durante a sua fala, a vereadora foi interrompida por Pagani, que se manifestou por diversas vezes exigindo do presidente do Legislativo que intervisse na situação.
 
Depois da sessão, a vereadora publicou em suas redes sociais um vídeo no qual ela reafirma que sofreu violência política. Defendeu que haja divergência de pensamentos e opiniões, mas o que não pode haver é o desrespeito e, principalmente, a agressão. “A violência política é uma forma de agressão. E hoje, de forma truculenta eu fui impedida de realizar o meu trabalha aqui. E isso não me fez bem”, afirmou.
 
Em outro trecho do vídeo, Vivian Repessold afirma que não é fácil ser mulher, que não é fácil ser parlamentar, mas que ela acredita nos ideais e propostas que carrega consigo e que não vai desistir, que ela irá em frente lutando para defender tudo aquilo que ela acredita.
 
Por fim, Repessold se dirige ao colega Dhonatan Pagani e sugere que ele reflita sobre as palavras e sobre as atitudes que vem adotando e que tem colocado a Câmara numa situação de descrédito. “Precisamos realmente disso, vereador? Precisamos realmente estar passando por isso? Tanta coisa pra gente fazer... nós precisamos chegar a esse ponto de o senhor tentar me impedir de fazer o meu trabalho? Fica aqui o meu sentimento de insatisfação pelo seu comportamento, vereador”, concluiu.
 
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