Câmeras podem ter flagrado o crime e imagens ajudarão a identificar autor
 
Por telefone, o FOLHA DO SUL ON LINE conversou com um amigo do caminhoneiro Valdine Martins Freire, que foi assassinado a tiros aos 54 anos após discutir com um homem ainda não identificado no pátio de um posto de combustíveis de Vilhena no início da tarde desta segunda-feira, 26 (VEJA AQUI).
 
O entrevistado revelou que “Dinei”, como a vítima era conhecida, trabalhou em fazenda, serraria e em um supermercado de Chupinguaia, antes de se mudar para Vilhena mais de 10 anos atrás. Aqui, ele chegou a trabalhar como caminhoneiro e viajava pelo Brasil inteiro.
 
O amigo conta que o motorista foi abandonado pela esposa com o casal de filhos ainda pequenos. “Ele trabalhou muito para dar estudo aos dois. A filha é médica veterinária, e o rapaz, que também tem curso superior, trabalha no frigorífico JBS, em Vilhena”, disse.
 
O companheiro de profissão descarta a hipótese de o caminhoneiro ter morrido por ação de alguma facção criminosa. “Ele era muito sistemático, mas direito e correto nos negócios. As investigações vão revelar a motivação do crime, mas briga de facção não é”.
 
“Se foi dívida, acho que não era dele. Se esse foi o motivo da morte, pode ser que alguém estivesse em débito com ele. O Dinei não ficava devendo a ninguém nos negócios que fazia”, argumenta o amigo.
 
Ironicamente, Valdine morreu cerca de três anos após abandonar as estradas, que considerava muito violentas, e comprar o próprio caminhão “para levar uma vida mais tranquila”. Em Vilhena, entre os pequenos fretes que fazia estava o transporte de sal e outros produtos agropecuários até fazendas da região.
 
O amigo, que conversou com Freire Dias atrás, não especula sobre a razão do homicídio, mas avalia que as câmeras do posto devem ter filmado o crime e poderão ajudar a identificar o autor.
 
Familiares do caminhoneiro já estão em Vilhena tratando do velório e do sepultamento. O corpo foi recolhido pela funerária Santo Cristo, de Vilhena.