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Sábado, 13 de julho de 2024

Política

21/05/2024 17:48:00

Candidatos mais votados “chiam”, mas vaga na Câmara de Vilhena fica com comerciante que acabou na 105ª posição nas urnas

 
Anderson Traíra deve permanecer por pelo menos quatro meses no cargo
 
Em uma cerimônia simples, realizada na tarde desta terça-feira, 21, o comerciante Anderson José Macedo da Silva, o “Traíra” (PSDB), foi empossado como vereador em Vilhena. O juramento e a assinatura do termo de posse aconteceram na sala da presidência da Câmara Municipal.
 
Substituto de Dhonatan Pagani (PL), dono da maior votação para o cargo na história de Vilhena, que pediu licença para resolver “questões pessoais”, o novo parlamentar deve permanecer por pelo menos 120 dias na função. Pagani não receberá salário e, hoje, está apto para disputar a reeleição, caso queira.
 
Segundo o artigo 56, § 1º da Constituição Federal citado pelo presidente da Casa, Samir Ali (Podemos), para fazer eleição e eleger um novo vice-presidente no lugar de Pagani, "o suplente será convocado nos casos de vaga, de investidura em funções previstas neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias."
 
Amparado pela legislação eleitoral para herdar a cadeira do colega afastado, mesmo tendo feito apenas 107 votos em 2020, o novo edil está sendo bombardeado em comentários nas redes sociais por causa de seu desempenho nas urnas, o que o deixou na 105ª posição entre os mais de 210 que tentaram chegar à Câmara naquele pleito.
 
Porém, antes de Traíra, outro vereador que teve mais de 20 com maior votação à sua frente, também foi chamado para ficar no lugar de um colega que se afastou para tratamento de saúde: trata-se de Toninho da Ceron (PL), que fez 347 votos quatro anos atrás e está substituindo o primeiro colocado de seu partido, Ademir Alves, eleito com 651 sufrágios.
 
Mesmo entre os eleitos existem os que ficaram abaixo de candidatos mais votados: é o caso do Sargento Damassa, então no PROS, com 526 votos; Nica Cabo João, que concorreu pelo PSC e fez 466 votos; além de Zé Duda, do PSB na ocasião, que também conquistou sua cadeira no Legislativo com apenas 425 sufrágios.
 
Nomes que tiveram bom desempenho nas urnas, mas não foram eleitos por causa do sistema proporcional de votação adotado no Brasil: Rafael Maziero (PSDB), 771 votos; Subtenente Suchi (Podemos), 662 votos; e Carol Andreazza (PSD), com 608 votos.
 




Fonte: Foto; Wesley Buratti
Autor: Da redação

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