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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2020

Vilhena

09/01/2013 11:19:07

Consumidores do Cone Sul desconfiam que carne de boi confinado é ‘broxante’

Alguns consumidores da região, principalmente os do sexo masculino, estão levantando suspeitas da qualidade nutricional da carne bovina provinda de bois criados no regime de confinamento. A suspeita é de que a carne conteria uma substância “broxante”, ou seja, causador de algum nível de impotência sexual.

 

De acordo com o depoimento colhido pelo FOLHA com alguns produtores, o boi confinado não é castrado no piquete. Em vez de castrar o animal, os criadores usam um inibidor da libido que é adicionado na alimentação, que deixa o boi sem apetite sexual algum. “É para evitar que eles fiquem 'trepando' um no outro”, disse um produtor.

 

Um veterinário ouvido pela reportagem confirmou o uso do medicamento, mas disse que os produtores são orientados a interromper o uso quando o abate do animal estiver próximo. “O medicamento só faz efeito por 20 dias”, diz.

 

Os consumidores masculinos, no entanto, desconfiam da honestidade de produtores de gado de confinamento. A suspeita é de que nem todos os criadores esperam este período de ação do remédio, chamado de pós-carência, acabar.

 

Um taxista comenta o medo masculino nas seguintes palavras. “Hoje em dia gente come um bife e dorme a noite toda. Além de broxante, parece que é sonífero. Se o remédio faz efeito para o boi que é forte, imagine para a gente que é fraco?”, questiona.

 

O site ouviu ainda um médico e perguntamos se a carne de um boi abatido ainda no período de carência, sob o efeito do remédio, faz realmente mal ao ser humano. O profissional da saúde se limitou a dizer que toda intervenção medicamentosa no animal deixa vestígios na carne, caso seja levado ao abate ainda sob o efeito do medicamento.

 

É importante frisar que este modelo de criação de gado está crescendo na região. Na maioria das vezes são animais do modelo do semiconfinamento. O jornal FOLHA DO SUL chegou a fazer duas reportagens a respeito no ano passado. Mas, pelo menos as propriedades que visitamos na época para fazer as matérias, encontramos produtores muito conscientes das normas sanitárias para a criação do animal.


 





Fonte: FS
Autor: Rildo Costa

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