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Sábado, 21 de Julho de 2018

Trânsito

16/03/2010 10:08:30

QUE NINGUÉM SE ANIME: “GRANDES OBRAS” NA BR-364 SÓ EXISTEM EM PROJETO

Foi apresentado em audiência pública no último sábado (13/3) no auditório da AVEC o Programa de Conservação e Recuperação da Malha Rodoviária Federal (Crema).

O programa tem recursos da ordem de R$ 600 milhões para serem aplicados nas rodovias federais que cruzam Rondônia, principalmente na BR-364, que terá trechos duplicados, como no acesso a Marco Rondon, outros redesenhados, como a “curva da morte”, entre Jaru e Ouro Preto, e ganhará viadutos, como no acesso a Espigão do Oeste.  A execução das obras é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (DNIT)  

Apesar do otimismo demonstrado pelo diretor de Planejamento e Pesquisa da autarquia federal, Miguel de Souza, durante sua apresentação, nenhuma das licitações previstas para as obras foi aberta.

As únicas licitações abertas em Rondônia referem-se a serviços paliativos ao longo da rodovia, sem obras de engenharia e de vulto, e mesmo estas, levantaram uma série de dúvidas, como se segue:

 

Perguntas ao DNIT que não querem calar:

1. O diretor do órgão, Miguel de Souza, diz que os serviços de conservação e manutenção na BR-364 vão durar 10 anos. O trevo de Alvorada, construído há menos de dois anos, custou aos cofres públicos R$ 2,980 milhões e já está totalmente esburacado, devido à péssima dragagem e compactação. Por que a mesma empreiteira – a Castilho – não foi impedida de participar e vencer a licitação para fazer obra semelhante no Marco Rondon?

 

2. A má qualidade se repete no trecho Cacoal-Ouro Preto, pelo qual a Delta Engenharia foi contratada por R$ 13,406 milhões em maio de 2008. A licitação foi igual às atuais (por menor preço), e o desconto foi de apenas 5,01%. Se, por tão pouco menos, o serviço ficou tão ruim, o que esperar de serviços com desconto médio de 33%?

 

3. A empreiteira Centro Minas vai receber R$ 30,452 milhões para fazer o serviço em 425,1 km, da divisa com o MT até a entrada para Min Andreazza e da entrada para Cacaulândia até a ponte sobre o Rio Crespo. Nos cinco trechos, com características completamente diferentes, a empresa apresentou percentuais de desconto equivalentes, entre 32,20 e 33,55%. Se o DNIT tem engenheiros para fazer cálculos prévios para o Edital, qual o motivo de tanta diferença, que se repete inclusive na licitação para a iluminação pública de Vilhena (30,59%)?

 

4. Incluindo a ponte sobre o rio Madeira na Ponta do Abunã, as licitações já definidas para manutenção e conservação, duplicação de pista, pavimentação e obras-de-arte especiais, incluindo a pendente do Edital 488/09-22 (Rio Crespo-Duplicação em Candeias) somam exatos R$ 267.572,550,01. De onde saiu a cifra de R$ 600 milhões divulgada na mídia?

 





Fonte: DNIT
Autor: Carlos Macena

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