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Domingo, 23 de Setembro de 2018

Política

30/12/2016 22:54:21

Juíza nega a vereadores vilhenenses presos autorização para deixar cadeia e tomar posse

Parlamentares podem decidir eleição de presidente da Câmara

Respondendo pela 1ª Vara Criminal de Vilhena, a juíza Christian Carla de Almeida Freitas negou, nesta sexta-feira, 30, autorização para que três vereadores reeleitos deixem a cadeia para tomar posse. Formularam os pedidos de saída temporária para participar da cerimônia de posse, marcada para o próximo domingo, dia 1º, Carmozino Taxista (PSDC), Júnior Donadon (PSD) e Wanderlei Graebin (PSC). 

Os dois últimos, por serem advogados, foram enviados para o Centro de Correição da PM, em Porto Velho, onde também se encontra o prefeito Zé Rover (PP). Carmozino continua na Casa de Detenção, junto com outros três colegas não reeleitos. Todos eles (sete no total), foram presos pela PF, acusados de extorquir empresários para aprovar loteamentos na Câmara.

Ao negar a liberdade provisória ao trio, seguindo parecer do MP, que também se manifestou contra a solicitação, a magistrada que julgou o pedido esclareceu que a decisão caberia ao Juízo de Execuções Penais. Segundo advogados ouvidos pelo FOLHA DO SUL ON LINE, a administração de presídios neste momento compete à própria Christian, cuja decisão pode ser conferida na íntegra aqui.

Segundo informação não oficial, ao invés de apresentar recurso na justiça local, a defesa dos vereadores, que parece ter pressa mesmo é para garantir o voto deles na escolha do próximo presidente a Câmara, já teria apresentado o mesmo pedido ao Tribunal de Justiça de Rondônia.

VOTOS IMPORTANTES
Os três vereadores, caso sejam autorizados a participar da solenidade de posse nos eleitos, no domingo, 1º, podem decidir quem comandará a Câmara no biênio 2017-2018. No momento, a disputa pelo cargo está favorável à oposição, que tem seis votos contra quatro. A prefeita eleita, Rosani Donadon (PMDB), cujos aliados trabalham para garantir o comando do Parlamento, pode usar outra tática para virar o placar, caso o TJ siga o entendimento da juíza local: convencer pelo menos um parlamentar oposicionista a mudar de lado, o que empataria o jogo. E aí, a presidência iria para o vereador mais idoso, que é da situação.





Fonte: Fotomontagem: Correio de Notícias
Autor: Da redação

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