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Quarta-feira, 18 de Julho de 2018

Terra

15/11/2017 12:15:59

Na internet, padre mostra situação de agricultora presa em Vilhena e material viraliza no Brasil

Site não conseguiu levantar informações na Colônia Penal

Um frei da Comissão Pastoral da Terra, entidade ligada à Igreja Católica, publicou na internet a foto de uma mulher presa na Colônia Penal de Vilhena e o material “viralizou” no país. 

A postagem resume a história da agricultora identificada apenas como “Margarida”, que teria sido condenada como invasora de terras em Rondônia. 

Por telefone, o site confirmou, na unidade prisional, que Margarida ainda está no estágio em que, antes de passar a ser monitorada eletronicamente, precisa passar um mês trabalhando de dia e se recolhendo no período noturno.

O FOLHA DO SUL ON LINE tentou obter mais informações sobre a participação da mulher no crime atribuído a ela, mas como hoje é feriado, o agente que poderia fornecer os dados está de folga.

Abaixo, a postagem feita pelo religioso. A reportagem voltará ao tema tão logo disponha de explicações mais detalhadas sobre o caso.

Margarida é agricultora. Veio pra Rondônia atrás de um pedaço de terra. Achou terras devolutas e ocupou um pedaço, com mais 52 famílias. Viveu lá por 7 anos. Plantou, colheu, criou boi, porcos, galinhas. Nesse meio tempo, as terras de Rondônia valorizaram muito - a soja subia no Mato Grosso e o preço do hectare aumentou quase 30 vezes. Com a área limpa e o preço alto, logo apareceram os antigos donos, que já não tinham mais direitos. Mas, no Norte, direito e dinheiro andam de mãos dadas. O despejo de Margarida não tardou e foi violento. Desesperada e deprimida, sem ter pra onde ir, sofreu dois infartos seguidos de um câncer. Resolveu lutar e voltar a ocupar as terras públicas que eram dela. Foi recebida por pistoleiros do fazendeiro. Os companheiros reagiram e houve conflito, ficando um ferido de cada lado. Na justiça, foi acusada de formação quadrilha e lesão corporal. Pena de 9 anos e 10 meses. Está na penitenciária feminina de Vilhena. Hoje chegou a sua tornozeleira. Margarida continuará na luta. Não desistirá, apesar de tudo. No fim, chorei, chorei e chorei. Não há como não chorar quando a gente encontra pessoas nesse nível de sinceridade. Essa é a lição que a vida me deu hoje. Vamos em frente, ainda temos um país pra construir.






Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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