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Segunda-feira, 16 de Julho de 2018

Cotidiano

09/01/2018 10:42:06

Site de Jornalismo da Unir mostra que moda e modelos plus size estão ganhando espaço em Vilhena

Em vídeo, modelos falam de carreira e desafios
 

No Brasil, a moda para pessoas que vestem acima da numeração 46 é chamada de plus size, ou moda GG. Ela se destina a mulheres, homens e jovens que desejam não somente roupas de acordo com suas medidas, mas também que sigam as tendências atuais.

O setor da moda plus size fatura 5 bilhões de reais por ano, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). O segmento cresce anualmente em 6%. Em Vilhena, o comércio geral, pequenos investidores e trabalhadores autônomos também investem nessa moda. A Inteligência de Mercado fez estimativas sobre o crescimento do mercado plus size para o ano de 2017, que no geral será de 8,2%, com destaque para o público feminino.

Daiane Fonseca, de 26 anos, é advogada, mas resolveu começar a revender roupas plus size. Ela afirmou ter dificuldades para encontrar roupas bonitas em Vilhena, que tivessem suas medidas, por isso, sabe bem a necessidade de mais variedade de roupas e valores mais justos. “Aqui em Vilhena algumas lojas e vendedoras autônomas até revendem plus, mas em pouca quantidade e altos valores”, afirmou. Ela pretende começar a revender em janeiro de 2018 e pensa em abrir uma loja física assim que se estabilizar. “É algo mais pela satisfação em ver as amigas gordinhas bem vestidas do que investimento. Mas lógico que o retorno é garantido!”, revelou, sobre investir no mercado da moda plus size.

Comerciante em Vilhena há 25 anos, Valdenice Lima, de 65 anos, vende roupas plus size desde que abriu sua loja na cidade, devido à constante demanda. “Eu já percebia a necessidade que tinha na população da cidade. Muitas pessoas me procuravam e chegavam nervosas na loja, porque não encontravam roupas; foi aí que vi a necessidade e fui conquistando uma quantidade de clientes muito boa!”, disse.

Segundo Valdenice, em Vilhena há uma grande demanda de público plus size, mas ela vende até para clientes do Mato Grosso e de outras regiões de Rondônia. “Eu procuro sempre trazer novidades, seguir as tendências que agradem diversos consumidores. Trago peças diferentes para não ficar sempre naqueles mesmos modelos, e a gente sempre está procurando o melhor para o cliente. Temos sempre que atender todos iguais!”, concluiu.

Um reflexo deste crescimento do mercado plus size é a evolução da variedade de roupas seguindo as tendências da moda, independentemente do tamanho. 

Para Hurby Santos, de 48 anos, a moda plus size melhorou muito nos últimos anos. “Hoje temos estampas animal print, vestidos com decotes, calça flare etc. Antigamente, eram roupas que pareciam um saco amarrado pelo meio! Eu agora uso muita calça jeans, blusinhas, shorts, vestidos curtos e longos, que amo e uso sem medo”, contou. Para ela, o único problema em Vilhena é em relação ao preço e à variedade. Hurby sente falta de alguns produtos no comércio, como lingeries e sapatos com numerações maiores.

Já para Fabrícia Colombi, de 40 anos, a maioria de suas roupas é feita com alguma costureira. “Eu encontro algumas peças, mas os valores são sempre altos!”, disse. Apesar do preço, os comerciantes vilhenenses estão bem atualizados com as tendências da moda. “Os lojistas estão mais antenados na moda plus size; antigamente, eu não encontrava quase nada que servisse em mim. Melhorou muito!”, contou.

Clique aqui ou abaixo e assista entrevistas feitas com modelos plus Size.





Fonte: Morcegada
Autor: Ingridy Baldez e Mileide Queiroz

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