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Domingo, 22 de Julho de 2018

Saúde

10/04/2018 15:13:40

Em Vilhena, médicos formados no exterior se reúnem com Jaqueline Cassol e fazem reinvindicações

Profissionais reclamam de dificuldades no Revalida

Após tomarem conhecimento de que a presidente estadual dos Progressistas em Rondônia, advogada Jaqueline Cassol, irmã do senador da República Ivo Cassol (PP-RO) cumpria agenda de compromissos na cidade de Vilhena, um grupo de médicos formados no exterior decidiu chamá-la para conversar e expor as principais dificuldades enfrentadas após a conclusão do curso superior. O encontro aconteceu no último sábado, 07, na residência da funcionária pública Margarete Vieira Rodrigues, mãe de uma das profissionais da área da saúde.

De acordo com os profissionais, todos formados na Bolívia, o método adotado pelo Revalida, exame nacional que reconhece diplomas estrangeiros de medicina, tem prejudicado milhares de médicos recém-formados no exterior, dada a complexidade da aplicação da prova. “Para se ter uma ideia, a maioria das questões traz conteúdo relacionado a especialização, ou seja, um grau de dificuldade extrema, pois quem conclui o curso possui habilidades técnicas para clinicar e, somente após alguns anos, especializa-se em determinada área da medicina”, explicou a médica Handressa Rodrigues Ribas.

Segundo a médica formada no exterior, Jéssica Silva Corsi, apesar das entidades médicas afirmarem em suas notas oficiais espalhadas pelo Brasil de que o exame é formado por questões básicas para o exercício da profissão, não é isso que os inúmeros profissionais que concluem o curso de medicina em outros países afirmam quando fazem a prova. “Infelizmente, o Revalida é muito difícil e feito para reprovar. Posso afirmar isso pois no Brasil são mais de dez mil médicos formados no exterior que falam a mesma coisa”.

Jéssica Silva Corsi, juntamente com mais 500 médicos formados no exterior, todos residentes em Rondônia, compõe a Associação de Médicos Formados no Exterior – AMFE que possui inúmeros membros de outros estados da federação. “Pertencemos a um movimento que tem por objetivo levar ao conhecimento da sociedade brasileira a problemática de quem passa anos estudando fora do seu País e quando retorna não consegue oportunidade para trabalhar devido à complexidade de uma prova que tem por objetivo barrar profissionais que possuem os mesmos conhecimentos técnicos obtidos no Brasil, porém com um custo justo e acessível”, desabafou.

REIVINDICAÇÕES
Durante a reunião, os médicos formados no exterior solicitaram a presidente do PP-RO, Jaqueline Cassol que leve ao senador Ivo Cassol (PP-RO) algumas informações referentes à prova, sua complexidade, processos judiciais que tramitam com relação ao exame, a ausência da avaliação em 2018, entre outros apontamentos. Além disso, pediram que o senador intervenha junto ao governo federal, sobre o Programa Mais Médicos, pois os critérios adotados não têm atendido inúmeros profissionais, principalmente os recém-formados. “Caso vossa senhoria, Jaqueline Cassol, consiga êxito nas eleições desse ano, queremos contar com a força da mulher rondoniense no Congresso Nacional em prol dessa causa que certamente beneficiará milhares de famílias e consequentemente o povo brasileiro, pois falta médicos nos postos de saúde e hospitais”, disse Henning Nogueira Alves.





Fonte: Foto: Divulgação
Autor: Assessoria

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