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Domingo, 23 de Setembro de 2018

Geral

16/05/2018 10:55:07

Secretária denuncia e Vigilância Sanitária recolhe carne imprópria para consumo em escola de Vilhena

Nutricionistas farão mutirão em escolas para fiscalizar qualidade do produto 

A manhã desta quarta-feira, 16, a secretária-adjunta de Educação de Vilhena, Cristiane Del Pino Ortiz, acionou a Vigilância Sanitária após a nutricionista Luciane Dalazem, da própria Semed, constatar que um lote de carne imprópria para consumo havia sido entregue numa escola municipal. As duas acompanharam o recolhimento do produto, que será analisado.

O FOLHA DO SUL ON LINE esteve na Semed, onde conversou sobre o episódio com a própria Cristiane. Ela concedeu a entrevista acompanhada por Luciane e por outras duas nutricionistas: Thassiana Almeida e Edilaine Andrade.

Ao site, a adjunta da Semed disse que, 15 dias atrás, ao assumir o cargo, nomeada pelo prefeito interino, Adilson de Oliveira (PSDB), ela se reuniu com o representante da empresa Comercial Norte, de Vilhena, que ganhou licitação na modalidade registro de preços para fornecer alimentos para as escolas municipais.

A educadora cobrou da firma que cuidasse da qualidade dos itens fornecidos, uma vez que já existia denúncia de que uma escola havia recebido carne transportada em veículo não refrigerado, contrariando a cláusula prevista no contrato com a prefeitura. A Comercial Norte, que faz a entrega através de um fornecedor terceirizado, recolheu o produto e forneceu outro carregamento, obedecendo os padrões exigidos.

Após o ocorrido hoje, as três nutricionistas farão um mutirão de visitas às escolas, para constatar a qualidade da carne, já que os outros itens da merenda escolar, fornecidos pela mesma empresa, não apresentam problemas. Em caso de indícios de má conservação do produto, como aconteceu nesta manhã, quando se constatou aparência e cheiro suspeitos, a carne também será devolvida. Eventuais irregularidades encontradas também poderão levar ao cancelamento do contrato com o fornecedor.

Cristiane explicou que sua ação foi preventiva, a fim de evitar colocar em risco os alunos, fornecendo a eles uma merenda imprópria. Mãe de duas crianças que estudam em escolas públicas, e com a experiência de quem já dirigiu um estabelecimento municipal de ensino, a secretária resumiu numa frase seu objetivo: “O que eu não como, não sirvo aos alunos. Nossa merenda é de qualidade, estamos trabalhando para que continue assim e não voltemos ao passado”.

A denunciante se referia ao histórico episódio registrado em 2016, quando um fornecedor de carne foi preso, acusado de entregar o produto estragado nos colégios da rede municipal.





Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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