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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2020

Empresas

10/06/2020 11:00:00

Empresário anuncia que irá à justiça e diz que obra polêmica do DNIT em rodovia federal pode aumentar número de acidentes

 
Jaime Bagattoli criticou ação do órgão federal na BR 364, em frente a sua empresa
 
O FOLHA DO SUL ON LINE visitou, na tarde de ontem (terça-feira, 09), a polêmica obra que vem sendo executada pelo DNIT num trecho urbano da BR 364, em Vilhena. A ação teria como objetivo evitar acidentes na saída da cidade (ENTENDA AQUI).
 
O site encontrou, no local onde o serviço estava sendo executado, o empresário Jaime Bagattoli, dono do posto de combustíveis que será duramente afetado pela construção, uma vez que nenhum veículo vindo da direção de Cuiabá (MT) poderá parar para abastecer em seu estabelecimento, que funciona no mesmo local há mais de quatro décadas.
 
Bagattoli disse que, no dia anterior homens do DNIT chegaram e começaram a trabalhar, sem mostrar nenhum documento autorizando a intervenção. Ontem, ele ainda tentou obter explicações do representante do órgão em Vilhena, mas nada lhe foi repassado.
 
O pioneiro explica que, anos atrás, ele custeou serviços de paisagismo e tubulação no trecho que dá acesso ao seu posto. Para evitar acidentes, dois quebra-molas, um em cada sentido, foram instalados nas proximidades da entrada do posto.
 
Jaime disse que irá à justiça contra a obra, que poderá aumentar o número de acidentes e de mortes no local, principalmente de motoqueiros, que podem cair ao se chocar com a mureta construída. Ele também explicou que as carretas nove eixos que saírem do posto terão que invadir a pista contrária, para evitarem que os pneus estourem ao bater no meio-fio.
 
Diante do impasse, o líder empresarial disse que, se for necessário, ele arcará com a construção de uma rotatória no local. Um engenheiro de trânsito contratado por ele já apresentou parte do projeto ao DNIT e aguarda apenas definições. Por isso, ele disse não entender a pressa em fechar o acesso à sua empresa com o projeto ainda sendo analisado.
 
Bagattoli argumenta que é preciso que um diálogo entre o DNIT e a secretaria responsável pelo trânsito em Vilhena, para analisar um projeto viável, dando assim um prazo para a implantação de uma rotatória que viabilize uma alternativa não só para o posto, mas também para a sociedade, que necessita se deslocar de um lado para o outro da rodovia. “Portanto, é isso que eu espero das autoridades competentes”, finalizou.
 




Fonte: Folha do Sul
Autor: Da redação

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