Dois dos meninos que tinham o problema acabaram morrendo
A dona-de-casa Josemara Ramos Alves, de 30 anos, que já teve seu drama relatado em várias reportagens do FOLHA DO SUL ON LINE, por ter quatro filhos com microcefalia, sendo dois destes já falecidos, e nunca ter conseguido ver a cor do dinheiro da aposentadoria das crianças, ainda continua à espera do pagamento do retroativo dos Benefícios de Prestação Continua (BPCs) já autorizados judicialmente há 4 anos (ENTENA AQUI).
Segundo Josemara, ela deu entrada na aposentadoria dos filhos Elias Davi Alves Rodrigues e Lucas Alves Rodrigues quando eles ainda eram vivos, porém, com três e nove anos, as crianças que nasceram com microcefalia faleceram sem que a mãe pudesse trata-los adequadamente por falta de recursos.
Agora, com as duas filhas, Suyane Alves Rodrigues, de 14 anos, e Maria Alves Rodrigues, de 08, ainda vivas, mas que sofrem com a mesma doença, Josemara teme o pior, pois a mais velha vive doente e o retroativo da aposentadoria dos filhos que perdeu, não sai.
“Quero o dinheiro para tratar delas, ou o INSS vai esperar as duas morrerem também?”, questiono a mãe, que afirma estar sendo feita de “besta” pelos servidores do INSS, uma vez que eles afirmam sempre que o processo está nas mãos da justiça, sendo que um juiz já aprovou o pagamento, que nunca saiu.
Autor:
Leir Freitas
Fonte:
Folha do Sul
Publicado em 27 de Outubro de 2020, às 10:18